Hello me, it's me again!


Escrever era sem dúvida alguma meu passatempo favorito. Eu certamente já escrevi muito mais do que eu li, apesar da comparação ser meio imbecil, teoricamente eu leio todos versos que escrevo... Entretanto, se passou um longo período sem que eu tocasse novamente esse meu antigo hábito. Aos meus dezesseis anos, meus dedos corriam pelas teclas ou simplesmente voavam com as canetas e lápis,mas pouco à pouco, eles foram se tornando mais rígidos e mais apegados as regras ortográficas e à normas ainda mais tediosas. Meus sonhos foram pelo mesmo caminho, enrijecidos gradativamente, até se tornarem simples pedaços de pedra encostados em algum tipo de “belo gramado de esperança e frustração . Sim eu sei, sou jovem de mais para escrever ou pensar algo do gênero. Mas eu nunca fui normal ou facilmente compreensível (E tenho total conhecimento disso, eu sou estranho oras e gosto disso, as vezes). 
Sonhei em ser músico, em ser engenheiro, em ser rico, em ser alguém. Nunca sonhei em estar onde estou hoje, nunca, em hipótese alguma pensei, nem que por um segundo, ser o que hoje eu planejo ser. Entrei na Universidade completamente perdido, a realidade é que eu apenas entrei nela. Hoje, indo para meu mísero terceiro semestre (obrigado greves!), acho que estou começando a ver alguma lógica para estar onde estou.
São quase seis horas da manha de uma terça-feira, o ano de 2013 mal começou. Não espero que seja um ano bom, eles nunca são. Sempre ficam na velha e cruel balança do “ruim, muito ruim, bom, muito bom”. Alternando entre essas quatro variantes da maneira mais caótica possível. O que eu espero realmente nesse ano é que eu consiga finalmente dar passos significativos.
Se alguém que me conhece há muito tempo comparar quem eu era aos meus dezesseis anos e quem eu sou hoje...Bem, antes de começar creio que devem haver apenas duas ou três pessoas em tal categoria, as demais viraram apenas fotos em um perfil de Facebook. Outras desapareceram ou não conseguem me suportar, algo compreensível. Afinal, eu não sou nada parecido com o que já fui. Por isso não me surpreendo em ouvir algumas palavras de desprezo ou ódio daquelas pessoas as quais eu já fui tão apegado no passado e que na realidade, ainda sou. Eu levantava minha voz para apontar falhas, julgar conceitos, odiava tantas coisas que hoje são quase que essenciais em minha vida... (A culpa é dos hormônios!)
Sinto-me na obrigação de dizer, se você me conhece há mais de cinco anos e ainda não me odeia. Obrigado. E sinceramente, você é um ser humano incrível. Pois eu mesmo, já teria me mandando ao inferno.
Mas qual é a motivação para esses dedos voltaram a escrever?
Vai saber! Foi da mesma maneira que sempre deverá ser, um incomodo dentro de todos os pensamentos, um flash repentino. Ou como meus colegas de Universidade chamam: “um insight”. É aquele estalo da grande ideia dentro da sua cabeça ou aquelas palavras tão cheias de significado que o coração se aperta no simples ato de pensar nelas.
Tenho hoje, vinte e um anos. Não, eu não sou o que eu pretendia ser. E não, eu não invejo aqueles que conseguiram. Eu vejo constantemente meus antigos amigos de escola incrivelmente adiantados, isso costumava me incomodar muito, chegou a me deixar profundamente depressivo. Porque apenas eu estava parado no tempo?
Todos tinham suas namoradas, seus empregos, suas faculdades, seus futuros brilhantes à frente. Suas histórias eram mais interessantes, as pessoas que eles conheciam eram muito mais interessantes do que eu, em todos os aspectos. Eu era apenas o mesmo garoto estranho, tímido, antissocial de sempre. Trancafiado em casa com medo de sair, inseguro sobre a própria capacidade intelectual, social e física. As conversas deles já não eram mais as mesmas, eram adultos. E eu, aprisionado em uma espécie de capsula temporal.
Reforçando o que já escrevi, não os invejo. Já me senti assim, desejei com tanta força ser como eles... 
Mas hoje, não sou melhor nem pior do que qualquer um deles. Sou apenas, eu. O resultado das minhas próprias experiencia e estudos, das minhas vivências, dos traumas e dos momentos memoráveis. Não me mantenho apenas na sombra, como fazia, hoje eu tenho pretensões maiores.
É até interessante, o antigo “eu” era até mesmo chamado por outro nome e o novo "eu" é conhecido por outro nome. Hilário não?! Sendo assim, o atual “eu” conseguiu o que mais queria, ser alguém.
Obrigado.

3 comentários:

  1. Runtah disse...:

    De nada dantão, mas pra mim você fez o mais certo, ficou esperando aparecer algo que você realmente gostasse pra começar a se mexer, e não foi simplesmente acreditando que ia fazer uma faculdade só pra te deixar rico, isso só atrasa agente.Se passaram 8 anos e eu ainda não te mandei pro inferno xDDD
    E nozes dantuxo
    E futebol é meu caralho
    Huhuehueheuhuheuh

  1. Unknown disse...:

    hahahahahahaha
    Valeu Millo s2
    Futebol é legal, vou fazer você gostar também, vai se ligando ae!

  1. João Pedro disse...:

    Cara, vc ta escrevendo mt bem. Um abraço!!!

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