Em síntese (palavra estranhamente venerada por professores), redes sociais são ferramentas do capeta. Estranho afirmar isso, eu sei, todos sabem que eu não sou lá um grande simpatizante de religiões e assuntos religiosos, peço apenas que entendam a lógica da frase: Redes sociais são ferramentas do capeta. É isso. Foda-se. Em frente... Essa é a história de um sujeito que, após ser ignorado várias vezes no chat do facebook, por pessoas que ele sempre considerou (em algum nível de afeição), que no final se mata pulando da ponte de Guarapari. O fator ficcional aplicado a essa história certamente está relacionado ao fator: Ponte. Já que, como todos os moradores dessa querida e ausente cidade, tem pleno entendimento que ninguém morre ao cair dessa ponte nanica com mania de grandeza. Aliás, abrindo um parêntese a cerca da ponte: Sempre me perguntei se eu era o único a ter vergonha do símbolo que se impõe ao final da ponte, aquele tigre bípede que possui trações incontestáveis de semelhança com um mascote de cereais matinais. Lembro-me de pedir ao meu pai o cereal do tigrão da ponte quando criança. Vamos ser completamente sensatos e assumir que esse tigre não tem lógica alguma! Que porra tem haver um tigre com uma cidade no litoral do Espirito Santo? Uma cidade com nome de pássaro, que certamente seria devorado pela porra do tigre, se ambos fossem colocados em um ringue, sabe, aquele ringue que toda criança saudável fazia com formigas...
Nós vemos em breve okay ? Um abraço e até a próxima história.
São quase seis horas da manha de uma terça-feira, o ano de 2013 mal começou. Não espero que seja um ano bom, eles nunca são. Sempre ficam na velha e cruel balança do “ruim, muito ruim, bom, muito bom”. Alternando entre essas quatro variantes da maneira mais caótica possível. O que eu espero realmente nesse ano é que eu consiga finalmente dar passos significativos.
Vai saber! Foi da mesma maneira que sempre deverá ser, um incomodo dentro de todos os pensamentos, um flash repentino. Ou como meus colegas de Universidade chamam: “um insight”. É aquele estalo da grande ideia dentro da sua cabeça ou aquelas palavras tão cheias de significado que o coração se aperta no simples ato de pensar nelas.
Tenho hoje, vinte e um anos. Não, eu não sou o que eu pretendia ser. E não, eu não invejo aqueles que conseguiram. Eu vejo constantemente meus antigos amigos de escola incrivelmente adiantados, isso costumava me incomodar muito, chegou a me deixar profundamente depressivo. Porque apenas eu estava parado no tempo?
Todos tinham suas namoradas, seus empregos, suas faculdades, seus futuros brilhantes à frente. Suas histórias eram mais interessantes, as pessoas que eles conheciam eram muito mais interessantes do que eu, em todos os aspectos. Eu era apenas o mesmo garoto estranho, tímido, antissocial de sempre. Trancafiado em casa com medo de sair, inseguro sobre a própria capacidade intelectual, social e física. As conversas deles já não eram mais as mesmas, eram adultos. E eu, aprisionado em uma espécie de capsula temporal.
Já se fazem alguns longos meses dês de minha última postagem, da mesma forma, já se fazem alguns longos meses dês da última vez que escrevo algo, refiro-me a escrever sem objetivos específicos, como faculdade ou rpg. Escrever sempre foi meu passatempo favorito, provavelmente, prefiro escrever do que ler e não é raro indagar-me a cerca de tal preferência...
(Por fim, segue o texto de hoje)
As redes sociais são artefatos particularmente exóticos, permitem armazenar uma infinidade de contatos e pessoas que na verdade não são nada mais do que um aglomerado de “conhecidos” ou “antigos colegas de escola ou trabalho”. O que realmente me fez pensar a respeito desse fato, dos contatos, é que de alguma certa maneira, existe uma história por trás desse simples aglomerado de avatares no canto direito da tela. Histórias que talvez apenas uma parte desses contatos se recordem, ou que em grande parte, preferem simplesmente esquecer que já existiu algum tipo de relacionamento além da lista de amigos. Serei eu o único a passar alguns longos minutos encarando essas fotos e por consequência, recordando de alguns bons momentos ou histórias realmente incríveis com esses avatares?!
Não são poucas as ocasiões em que eu me vejo clicar em um desses, e esperar que o mesmo, por um milagre que seja, se comunicar comigo. Espero, seja por fraqueza ou falta de capacidade comunicativa para iniciar uma distante e estranha conversa, algo como “E aí, como tem passado?” ou “Como vai?!”, “Já faz tempo eim!”. Conversas que provavelmente terminaram em algum “meme” ou “símbolo facial” qualquer (daqueles famosos, "xD", "^^").
Pelo que percebo, essa lista de amigos, não passa de uma maneira de empilhar essas histórias e sentimentos. Uma espécie de “diário virtual” ou “estante de antigos conhecidos”, que em algumas ocasiões, são utilizados, mas que no fim, já não possuem mais uma grande funcionalidade ou importância para a sua vida... Assustador não?!
Contrariando o parágrafo anterior, eu ainda sinto falta e de alguma maneira, ainda guardo algo que poderia ser até chamado de sentimento, por grande parte desses “contatos”. Mas como saber se isso é reciproco? E com esse distanciamento geográfico ou até mesmo social, como reatar uma comunicação real, algo além dessas redes sociais? Do que adianta ficar dando alguns “curtir” ou “compartilhar”, se na realidade, até as saudações e os olhares são evitados e estranhos?!
Por fim... Quem sabe eu não acorde inspirado algum dia e saia falando com todos que ainda tenho vontade de falar? Talvez revelar aquelas coisas guardadas do período de ensino fundamental, ou perguntar apenas para alívio pessoal... É eu ainda me preocupo com grande parte desses contatos, apesar de preferir não demonstrar, ou em algumas vezes, demonstrar não me importar por reflexo, sabe, algo como “uma parede protetora”.
Fonte: The Wall - Pink Floyd - Traduções http://whiplash.net/materias/traducoes/004644-pinkfloyd.html#ixzz1ymI2iRNP
Eu gostaria que poder voltar no tempo, ao menos uma vez, para impedir certos acontecimentos ou para ser sincero, para causar alguns acontecimentos. Não existe pedra maior para um ser humano do que o arrependimento de não ter feito algo. As vezes lhe faltam palavras, coragem, autoestima, álcool... Certamente eu voltaria e arrumaria tudo do jeito que sonho todas as noites, evitando as dores do arrependimento, da rejeição, da incompreensão. Todos gostariam de poder voltar no tempo, as motivações são incontáveis e até mesmo curiosas, algumas são resultado de uma insatisfação com a rotina, salvar um ídolo, mandar alguém para seu devido lugar, pedir desculpas, dizer “eu te amo”, correr muito mais do que o maldito cachorro...
Bem, imagine um mundo com essa possibilidade. Todos os erros seriam apagados, seria talvez a concepção perfeita da utopia humana, um mundo sem erros, completamente perfeito. Nenhuma frustração, nenhum arrependimento, nenhuma amargura ou raiva, seriamos simplesmente ausentes de imperfeições, algo como os incontáveis deuses que já passaram pelas antigas culturas.
Uau...você realmente parou para imaginar tudo isso? Vamos lá, seria uma grande pilha enfadonha de sentimentos e ações reprimidas, já somos perseguidos o suficiente pelos padrões sociais de “certo e errado” e ao menos conseguimos rir do errado e debochar do certo.
Eu nunca, em hipótese alguma voltaria no tempo. Não entenda como “nossa como ele é confiante”, a verdade é brutalmente o contrário, mas eu não seria, não pensaria, não sentiria, não agiria da mesma maneira. Mesmo sendo um completo estranho, cheio de incertezas e inseguranças, com desejos reprimidos, sentimentos aprisionados e incontáveis histórias de desilusão... Eu sou exatamente assim e não tenho nenhum arrependimento disso. Ninguém deveria se arrepender de quem é, não importa o quão estranho seja, fodam-se os modelos, fodam-se os arrependimentos e finalmente, fodam-se os medos. Tá mais do que na hora que começar a encarar tudo com mais bom humor e menos mediatismo.
(Texto meio diferente né?! Pois é...foda-se =P)
Olá, será que eu poderia pedir a atenção de vocês por alguns minutos?!
Há muito não utilizo desse blog, talvez por ter alcançado um estágio menos depressivo ou algo similar, entretanto, sinto a necessidade de deixar registrado o resultado de algumas leituras, reflexões e afins. E o espaço desse blog será o local utilizado para tais registros... Espero que leiam, não espero que gostem, apenas espero que leiam e compreendam da forma que você é capaz, meu objetivo é apenas registrar ideias pessoais e não formar conceitos ou destruir dogmas. Apesar de tentar meio que sem querer...
"Não será pelos olhos do amanha que tu seras capaz de compreender o que lhe passa. Deslumbre o correr das águas, o toque das brisas, o perfume das flores. Abra teus olhos e viva sob a vontade que lhe é nativa... não pela vontade que lhe é oferecida."
Deixar passar é tão difícil que o mais habitual é apenas continuar seguindo, acumulando tudo que lhe é oferecido ou imposto e transformando o descartável em imutável. Assim são aqueles que engolem ao invés de expor, são frutos da ausência, do conformismo, herdeiros dos ecos de criações passadas e reflexos da superficialidade, são os filhos do momento que olham apenas para o futuro, desprezam o passado e atropelam o presente.
Mas afinal de contas, qual é o ponto desse texto?
Por que devemos nos prender a um ponto?! Onde surgiu a necessidade de analisar sempre por apenas um lado? Somos seres complexos, guardamos mais do que expressamos em nossas palavras, nos preocupamos com nossas reações e expressões para não demonstrar o que verdadeiramente sentimos, escolhemos roupas de forma severa para transpor algo que denominamos “estilo”. Simplificamos nossa capacidade de compreender ao procurar apenas um único ponto. A realidade pode ser encarada de diversas maneiras e pontos de vistas, não ouse sobrepor a sua visão sobre as dos outros, não acredite que a sua realidade é ideal. Lembre-se que existem outras formas de vida ao seu redor e que você não é o protagonista dessa realidade, a vida é algo único, mas ausente dos sacramentos criados e dos valores impostos. Cabe a cada um conduzir a própria existência, sem o medo de algo superior ou de um mecanismo de censura, mas sem nunca esquecer de que há outros ao seu redor, outros com ambições diferenciadas e sentimentos singulares, mas que de certa forma colidem com os seus. Não somos organismos solitários, não existimos para conquistar, nascemos de um compartilhamento e é compartilhando da forma mais sincera que chegaremos ao que a sociedade intitula “felicidade”, mas será uma felicidade real e profunda.
A grande maioria de nós, seres humanos racionais, temos tendencias moralistas. E não ouse dizer que não possui essa tendencia, pois alem de moralista você passaria a caminhar no seleto grupo hipócrita, que por sinal não é tão incomum assim e que já sentiu o pé de praticamente todos nós.
Os costumes que hoje vemos irradiar pela sociedade tem se mostrado cada vez mais interessantes e incrivelmente superficiais, ao ponto de serem substituídos em questão de um ano, talvez semanas ou meses. Alguns inclusive defendem essas mudanças de comportamento e costumes, como tendencias ou “moda”. Mas o ponto da questão é: Porque o que hoje é X, amanha torna-se Y e na próxima semana é considerado tosco e desprezível?
De certa forma, podemos atribuir essas mudanças velozes à necessidade imposta pelos novos meios de comunicação, principalmente a internet como algo veloz e extremamente fugas. Por outro lado temos as alterações mais profundas nos antigos padrões, como a maneira de ver o homossexual. Não faz muito tempo em que eles eram intoleráveis, passando então para algo próximo ao “casual”, até atingir o ponto de serem considerados “comuns”. Mas sem nunca perder a alcunha de “aberração”, apenas tornando-a mais apresentável e digestível.
(Não sou contra o homossexualismo e gostaria de deixar isso bem claro, voltando ao tópico do questionamento...)
Antes o punk representava a revolta dos jovens perante a sociedade autoritária e regrada dos burgueses regentes, já que no fim somos todos burgueses, mas hoje é vista como moda alternativa para adolescentes descontentes. Por fim, o caso dos homossexuais termina da mesma forma com que os punks terminam. Tornam-se apenas figuras estéticas e comercializáveis, basta ligar a TV em um programa humorístico, a presença de um homossexual não é rara. Ou veja os ídolos teen que uma certa tendencia andrógena e extremamente feliz com a sua própria existência.
A moral e o bom senso são fatores corriqueiros de um grupo social, não existem motivos para considerá-los errados ou atrasados. Atrasados são aqueles que usam da sua moral com o intuito de sobrepor-se à moral de outro. O ato de subjugar, humilhar, ridicularizar, excluir e depreciar um padrão de costumes de um grupo social é o ato mais atrasado e sórdido que um ser racional pode cometer. Os bons costumes, a moral, os padrões, são apenas formas efêmeras coerentes ao contexto histórico do povo analisado e nada alem disso, cada um possui sua própria moral e seu próprio bom senso, cada família, cada região, cada pais, cada estado. Entenda-os antes de exclui-los.
- E no fim, nada.
Disse a imponente voz, descrente e supostamente onisciente, respaldada na mais orgulhosa das razões, perdida em seus conceitos erguidos em falha e frustração.
Pobre do dono desta voz, aprisionado as complexas razões, com olhos fechados para as próprias emoções, afastando com as mãos os seus mais próximos. Não existe razão capaz de explicar tudo,
O emissor não difere-se do receptor, assim ambos incapazes de autocompreender-se...
Assim caminhamos, sem respostas e sem compreensão, assim somos nós. Filhos perdidos, crianças desamparadas em busca de autoafirmação ausentes de compaixão e caridade, falsos e cruéis. Assim somos pois escolhemos nos desculpar com o argumento falho de sobrevivência, rogamos pragas na suposta selva de pedra, assustamo-nos ao ver nossas criações devorar nossos similares.
São criações cujo ego estufa-se ao primeiro toque, os dedos pobres apontam enquanto os lábios pútridos sorriem e debocham de um alvo despreparado. Enquanto os desesperados e temerosos escondem-se ao redor dessas aberrações, rindo de um igual e impondo-se a necessidade de ser diferente, simples seres aprisionados em suas personas, dançando entre intrigas e subornos.
Não consuma seu tempo na construção de um personagem apresentável, pois o pouco tempo que lhe é dado não é da vossa propriedade e a persona que construirá servirá apenas aos olhos daqueles que pouco se importam. Nós temos apenas um poder, a escolha. Não existe pergunta ou razão capaz de sobrepor-se à uma escolha, não existe nenhum ser capaz de controlar a escolha de um ser, a escolha é a forma perfeita e imutável de alguém. Manipulada apenas se assim for ordenada, dominada se assim for permitida, mas nunca inútil ou inexistente.
Faça das suas escolhas as razões da sua existência, por no fim, haverá de ter algo.
(Desculpe por qualquer erro de digitação, esse texto é apenas uma representação de uma inspiração corriqueira e sem revisão alguma.)