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#Culpadequem?

Problemas, quem não os possui?! 
Essa história começa com um problema pequeno, assim como todas as outras também tendem a começar, afinal, se o macaco não devorasse a banana, a casca nunca chegaria ao chão para a queda de um desafortunado. Uma das grandes maravilhas desse início de século, são as ferramentas comunicacionais online, ou como eu sempre as compreendi: Reunião massiva de mimimi's e falsa auto-exposição. Nessas redes sociais é possível realizar quase tudo, coisas como: Reencontrar antigos amigos de escola (apenas para mante-los adicionados à sua lista de amigos, não acredite que eles realmente se importam ou querem reatar laços de amizade); Reencontrar seus amigos pessoais, já que a rotina incrivelmente lotada de todos eles se opõe a tentativas de reuniões e casuais bebedeiras  Encontrar possíveis pretendentes amoroso, algo que realmente não funciona e simplesmente se transformam em um “eu vou curtir porque ela/ele curtiu a minha publicação ; Conversas que começam findadas a terminar, como as famosas: “Como vão as coisas?”, “E ae, beleza?”; As temidas conversas por emoticons, ou final de conversa com as carinhas mais frias e pouco expressivas possíveis (exemplos: =),=*, ^^, s2). Abrindo esse ponto para uma sincera confissão: Emoticons não servem para nada além de uma pequena indicação de que a conversa não está sendo agradável, logo, a necessidade de enviar apenas uma carinha feliz, na esperança de que o chato(a) termine logo a merda que tanto lhe incomoda; Postar fotos perfeitas, que demoraram cerca de vinte e tantos minutos e aproximadamente duzentos cliques da câmera do celular, foto que sobreviveu ferozmente pela escolha de filtros. Fotos tem uma utilidade simples: Mostrar o quão incrível é o seu dia a dia para aqueles que não se importar contigo e que, só se importam em saber o quão péssimo foi o dia deles se comparado ao seu.
Em síntese (palavra estranhamente venerada por professores), redes sociais são ferramentas do capeta. Estranho afirmar isso, eu sei, todos sabem que eu não sou lá um grande simpatizante de religiões e assuntos religiosos, peço apenas que entendam a lógica da frase: Redes sociais são ferramentas do capeta. É isso. Foda-se. Em frente... Essa é a história de um sujeito que, após ser ignorado várias vezes no chat do facebook, por pessoas que ele sempre considerou (em algum nível de afeição), que no final se mata pulando da ponte de Guarapari. O fator ficcional aplicado a essa história certamente está relacionado ao fator: Ponte. Já que, como todos os moradores dessa querida e ausente cidade, tem pleno entendimento que ninguém morre ao cair dessa ponte nanica com mania de grandeza. Aliás, abrindo um parêntese a cerca da ponte: Sempre me perguntei se eu era o único a ter vergonha do símbolo que se impõe ao final da ponte, aquele tigre bípede que possui trações incontestáveis de semelhança com um mascote de cereais matinais. Lembro-me de pedir ao meu pai o cereal do tigrão da ponte quando criança. Vamos ser completamente sensatos e assumir que esse tigre não tem lógica alguma! Que porra tem haver um tigre com uma cidade no litoral do Espirito Santo? Uma cidade com nome de pássaro, que certamente seria devorado pela porra do tigre, se ambos fossem colocados em um ringue, sabe, aquele ringue que toda criança saudável fazia com formigas...
Moral da história, ninguém morreu. O sujeito foi apenas ignorado no “private” e sofreu do que eu chamo de “crise enfadonha guarapariense”, seus sintomas padrões são: Ir à praia das castanheiras e achar o máximo; Sentar na “pracinha dos skatitas” e falar sobre panettone; Reclamar do preço do peroá; Comer peroá;Procurar all-star na Los Neto; Não rir do linguinha; Ir até a pastelonça na sexta-feira; Ir ao show do Capital Inicial no Mais; Entrar na maré mansa de Guarapari, apenas para ver pessoas; Ir à festa da cidade; Bater boa com atendente da Dadalto; Dar uma voltinha de carro pela orla da praia do morro (esse é o ápice). O sujeito perdido em sua crise enfadonha, segue então para a ponte e tenta se matar. Se transforma em uma espécie de celebridade, afinal, tudo que cai dessa maldita ponte se transforma em notícia super interessante em questão de segundos. A verdadeira moral da história é que o ato de “ser ignorado” nesse maldito chat, fez o infeliz perceber o quão inútil o mesmo pode ser, não ele mesmo, mas o chat. Talvez ele foi ignorando apenas porque a pessoa a qual ele tentou se comunicar, é uma ciber-analfabeta funcional e não sabe ver mensagens não visualizadas, ou o que mais provavelmente ocorre, a pessoa em questão olhou para o nome do protagonista dessa história e pensou: “Porra! Esse prego de novo? Melhor eu simplesmente não clicar nunca nisso, eu até queria deletar esse estrupício, mas seria muito ignorante da minha parte sabe, afinal, agente (insira convívio breve entre as duas partes nesse local)...Que saco!”. A minha dica para o protagonista dessa história: Poste na linha do tempo da pessoa que te ignorou, não há nada melhor do que a expressão que ela ira expor ao ver que você postou: “Valeu por me ignorar, espero que você arda no mármore do inferno!”. Ou, caso você, meu caro protagonista, seja uma pessoa mais reservada e menos direta, apenas delete esse mal elemento que lhe deixou no “vaco”. Afinal, todos sabemos que esse elemento abriu a caixa de mensagens, viu que você mandou algo e simplesmente, ligou o foda-se. Não fique se remoendo e não se jogue da ponte... Ligue o foda-se também oras!

Nós vemos em breve okay ? Um abraço e até a próxima história.

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Hello me, it's me again!


Escrever era sem dúvida alguma meu passatempo favorito. Eu certamente já escrevi muito mais do que eu li, apesar da comparação ser meio imbecil, teoricamente eu leio todos versos que escrevo... Entretanto, se passou um longo período sem que eu tocasse novamente esse meu antigo hábito. Aos meus dezesseis anos, meus dedos corriam pelas teclas ou simplesmente voavam com as canetas e lápis,mas pouco à pouco, eles foram se tornando mais rígidos e mais apegados as regras ortográficas e à normas ainda mais tediosas. Meus sonhos foram pelo mesmo caminho, enrijecidos gradativamente, até se tornarem simples pedaços de pedra encostados em algum tipo de “belo gramado de esperança e frustração . Sim eu sei, sou jovem de mais para escrever ou pensar algo do gênero. Mas eu nunca fui normal ou facilmente compreensível (E tenho total conhecimento disso, eu sou estranho oras e gosto disso, as vezes). 
Sonhei em ser músico, em ser engenheiro, em ser rico, em ser alguém. Nunca sonhei em estar onde estou hoje, nunca, em hipótese alguma pensei, nem que por um segundo, ser o que hoje eu planejo ser. Entrei na Universidade completamente perdido, a realidade é que eu apenas entrei nela. Hoje, indo para meu mísero terceiro semestre (obrigado greves!), acho que estou começando a ver alguma lógica para estar onde estou.
São quase seis horas da manha de uma terça-feira, o ano de 2013 mal começou. Não espero que seja um ano bom, eles nunca são. Sempre ficam na velha e cruel balança do “ruim, muito ruim, bom, muito bom”. Alternando entre essas quatro variantes da maneira mais caótica possível. O que eu espero realmente nesse ano é que eu consiga finalmente dar passos significativos.
Se alguém que me conhece há muito tempo comparar quem eu era aos meus dezesseis anos e quem eu sou hoje...Bem, antes de começar creio que devem haver apenas duas ou três pessoas em tal categoria, as demais viraram apenas fotos em um perfil de Facebook. Outras desapareceram ou não conseguem me suportar, algo compreensível. Afinal, eu não sou nada parecido com o que já fui. Por isso não me surpreendo em ouvir algumas palavras de desprezo ou ódio daquelas pessoas as quais eu já fui tão apegado no passado e que na realidade, ainda sou. Eu levantava minha voz para apontar falhas, julgar conceitos, odiava tantas coisas que hoje são quase que essenciais em minha vida... (A culpa é dos hormônios!)
Sinto-me na obrigação de dizer, se você me conhece há mais de cinco anos e ainda não me odeia. Obrigado. E sinceramente, você é um ser humano incrível. Pois eu mesmo, já teria me mandando ao inferno.
Mas qual é a motivação para esses dedos voltaram a escrever?
Vai saber! Foi da mesma maneira que sempre deverá ser, um incomodo dentro de todos os pensamentos, um flash repentino. Ou como meus colegas de Universidade chamam: “um insight”. É aquele estalo da grande ideia dentro da sua cabeça ou aquelas palavras tão cheias de significado que o coração se aperta no simples ato de pensar nelas.
Tenho hoje, vinte e um anos. Não, eu não sou o que eu pretendia ser. E não, eu não invejo aqueles que conseguiram. Eu vejo constantemente meus antigos amigos de escola incrivelmente adiantados, isso costumava me incomodar muito, chegou a me deixar profundamente depressivo. Porque apenas eu estava parado no tempo?
Todos tinham suas namoradas, seus empregos, suas faculdades, seus futuros brilhantes à frente. Suas histórias eram mais interessantes, as pessoas que eles conheciam eram muito mais interessantes do que eu, em todos os aspectos. Eu era apenas o mesmo garoto estranho, tímido, antissocial de sempre. Trancafiado em casa com medo de sair, inseguro sobre a própria capacidade intelectual, social e física. As conversas deles já não eram mais as mesmas, eram adultos. E eu, aprisionado em uma espécie de capsula temporal.
Reforçando o que já escrevi, não os invejo. Já me senti assim, desejei com tanta força ser como eles... 
Mas hoje, não sou melhor nem pior do que qualquer um deles. Sou apenas, eu. O resultado das minhas próprias experiencia e estudos, das minhas vivências, dos traumas e dos momentos memoráveis. Não me mantenho apenas na sombra, como fazia, hoje eu tenho pretensões maiores.
É até interessante, o antigo “eu” era até mesmo chamado por outro nome e o novo "eu" é conhecido por outro nome. Hilário não?! Sendo assim, o atual “eu” conseguiu o que mais queria, ser alguém.
Obrigado.

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Comentários Aleatórios I


Já se fazem alguns longos meses dês de minha última postagem, da mesma forma, já se fazem alguns longos meses dês da última vez que escrevo algo, refiro-me a escrever sem objetivos específicos, como faculdade ou rpg. Escrever sempre foi meu passatempo favorito, provavelmente, prefiro escrever do que ler e não é raro indagar-me a cerca de tal preferência...
(Por fim, segue o texto de hoje)

As redes sociais são artefatos particularmente exóticos, permitem armazenar uma infinidade de contatos e pessoas que na verdade não são nada mais do que um aglomerado de “conhecidos” ou “antigos colegas de escola ou trabalho”. O que realmente me fez pensar a respeito desse fato, dos contatos, é que de alguma certa maneira, existe uma história por trás desse simples aglomerado de avatares no canto direito da tela. Histórias que talvez apenas uma parte desses contatos se recordem, ou que em grande parte, preferem simplesmente esquecer que já existiu algum tipo de relacionamento além da lista de amigos. Serei eu o único a passar alguns longos minutos encarando essas fotos e por consequência, recordando de alguns bons momentos ou histórias realmente incríveis com esses avatares?!
Não são poucas as ocasiões em que eu me vejo clicar em um desses, e esperar que o mesmo, por um milagre que seja, se comunicar comigo. Espero, seja por fraqueza ou falta de capacidade comunicativa para iniciar uma distante e estranha conversa, algo como “E aí, como tem passado?” ou “Como vai?!”, “Já faz tempo eim!”. Conversas que provavelmente terminaram em algum “meme” ou “símbolo facial” qualquer (daqueles famosos, "xD", "^^").
Pelo que percebo, essa lista de amigos, não passa de uma maneira de empilhar essas histórias e sentimentos. Uma espécie de “diário virtual” ou “estante de antigos conhecidos”, que em algumas ocasiões, são utilizados, mas que no fim, já não possuem mais uma grande funcionalidade ou importância para a sua vida... Assustador não?!
Contrariando o parágrafo anterior, eu ainda sinto falta e de alguma maneira, ainda guardo algo que poderia ser até chamado de sentimento, por grande parte desses “contatos”. Mas como saber se isso é reciproco? E com esse distanciamento geográfico ou até mesmo social, como reatar uma comunicação real, algo além dessas redes sociais? Do que adianta ficar dando alguns “curtir” ou “compartilhar”, se na realidade, até as saudações e os olhares são evitados e estranhos?!
Por fim... Quem sabe eu não acorde inspirado algum dia e saia falando com todos que ainda tenho vontade de falar? Talvez revelar aquelas coisas guardadas do período de ensino fundamental, ou perguntar apenas para alívio pessoal... É eu ainda me preocupo com grande parte desses contatos, apesar de preferir não demonstrar, ou em algumas vezes, demonstrar não me importar por reflexo, sabe, algo como “uma parede protetora”.

Another Brick In The Wall (Part III)
"Não preciso de braços em volta de mim

E não preciso de nenhuma droga para me acalmar

Eu vi a escrita na parede
Não vá pensar que eu preciso de coisa alguma
Oh, não; não pense que precisarei de coisa alguma
Ao todo, foram apenas tijolos no muro
Ao todo, vocês foram apenas tijolos no muro"

Fonte: The Wall - Pink Floyd - Traduções http://whiplash.net/materias/traducoes/004644-pinkfloyd.html#ixzz1ymI2iRNP

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"Máquina do Tempo?!"

Eu gostaria que poder voltar no tempo, ao menos uma vez, para impedir certos acontecimentos ou para ser sincero, para causar alguns acontecimentos. Não existe pedra maior para um ser humano do que o arrependimento de não ter feito algo. As vezes lhe faltam palavras, coragem, autoestima, álcool... Certamente eu voltaria e arrumaria tudo do jeito que sonho todas as noites, evitando as dores do arrependimento, da rejeição, da incompreensão. Todos gostariam de poder voltar no tempo, as motivações são incontáveis e até mesmo curiosas, algumas são resultado de uma insatisfação com a rotina, salvar um ídolo, mandar alguém para seu devido lugar, pedir desculpas, dizer “eu te amo”, correr muito mais do que o maldito cachorro...
Bem, imagine um mundo com essa possibilidade. Todos os erros seriam apagados, seria talvez a concepção perfeita da utopia humana, um mundo sem erros, completamente perfeito. Nenhuma frustração, nenhum arrependimento, nenhuma amargura ou raiva, seriamos simplesmente ausentes de imperfeições, algo como os incontáveis deuses que já passaram pelas antigas culturas.

Uau...você realmente parou para imaginar tudo isso? Vamos lá, seria uma grande pilha enfadonha de sentimentos e ações reprimidas, já somos perseguidos o suficiente pelos padrões sociais de “certo e errado” e ao menos conseguimos rir do errado e debochar do certo.

Eu nunca, em hipótese alguma voltaria no tempo. Não entenda como “nossa como ele é confiante”, a verdade é brutalmente o contrário, mas eu não seria, não pensaria, não sentiria, não agiria da mesma maneira. Mesmo sendo um completo estranho, cheio de incertezas e inseguranças, com desejos reprimidos, sentimentos aprisionados e incontáveis histórias de desilusão... Eu sou exatamente assim e não tenho nenhum arrependimento disso. Ninguém deveria se arrepender de quem é, não importa o quão estranho seja, fodam-se os modelos, fodam-se os arrependimentos e finalmente, fodam-se os medos. Tá mais do que na hora que começar a encarar tudo com mais bom humor e menos mediatismo.

(Texto meio diferente né?! Pois é...foda-se =P)

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Renovação do Pensar

Olá, será que eu poderia pedir a atenção de vocês por alguns minutos?!
Há muito não utilizo desse blog, talvez por ter alcançado um estágio menos depressivo ou algo similar, entretanto, sinto a necessidade de deixar registrado o resultado de algumas leituras, reflexões e afins. E o espaço desse blog será o local utilizado para tais registros... Espero que leiam, não espero que gostem, apenas espero que leiam e compreendam da forma que você é capaz, meu objetivo é apenas registrar ideias pessoais e não formar conceitos ou destruir dogmas. Apesar de tentar meio que sem querer...


"Não será pelos olhos do amanha que tu seras capaz de compreender o que lhe passa. Deslumbre o correr das águas, o toque das brisas, o perfume das flores. Abra teus olhos e viva sob a vontade que lhe é nativa... não pela vontade que lhe é oferecida."

Deixar passar é tão difícil que o mais habitual é apenas continuar seguindo, acumulando tudo que lhe é oferecido ou imposto e transformando o descartável em imutável. Assim são aqueles que engolem ao invés de expor, são frutos da ausência, do conformismo, herdeiros dos ecos de criações passadas e reflexos da superficialidade, são os filhos do momento que olham apenas para o futuro, desprezam o passado e atropelam o presente.
Mas afinal de contas, qual é o ponto desse texto?

Por que devemos nos prender a um ponto?! Onde surgiu a necessidade de analisar sempre por apenas um lado? Somos seres complexos, guardamos mais do que expressamos em nossas palavras, nos preocupamos com nossas reações e expressões para não demonstrar o que verdadeiramente sentimos, escolhemos roupas de forma severa para transpor algo que denominamos “estilo”. Simplificamos nossa capacidade de compreender ao procurar apenas um único ponto. A realidade pode ser encarada de diversas maneiras e pontos de vistas, não ouse sobrepor a sua visão sobre as dos outros, não acredite que a sua realidade é ideal. Lembre-se que existem outras formas de vida ao seu redor e que você não é o protagonista dessa realidade, a vida é algo único, mas ausente dos sacramentos criados e dos valores impostos. Cabe a cada um conduzir a própria existência, sem o medo de algo superior ou de um mecanismo de censura, mas sem nunca esquecer de que há outros ao seu redor, outros com ambições diferenciadas e sentimentos singulares, mas que de certa forma colidem com os seus. Não somos organismos solitários, não existimos para conquistar, nascemos de um compartilhamento e é compartilhando da forma mais sincera que chegaremos ao que a sociedade intitula “felicidade”, mas será uma felicidade real e profunda.


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Aos sensos e valores

A grande maioria de nós, seres humanos racionais, temos tendencias moralistas. E não ouse dizer que não possui essa tendencia, pois alem de moralista você passaria a caminhar no seleto grupo hipócrita, que por sinal não é tão incomum assim e que já sentiu o pé de praticamente todos nós.

Os costumes que hoje vemos irradiar pela sociedade tem se mostrado cada vez mais interessantes e incrivelmente superficiais, ao ponto de serem substituídos em questão de um ano, talvez semanas ou meses. Alguns inclusive defendem essas mudanças de comportamento e costumes, como tendencias ou “moda”. Mas o ponto da questão é: Porque o que hoje é X, amanha torna-se Y e na próxima semana é considerado tosco e desprezível?

De certa forma, podemos atribuir essas mudanças velozes à necessidade imposta pelos novos meios de comunicação, principalmente a internet como algo veloz e extremamente fugas. Por outro lado temos as alterações mais profundas nos antigos padrões, como a maneira de ver o homossexual. Não faz muito tempo em que eles eram intoleráveis, passando então para algo próximo ao “casual”, até atingir o ponto de serem considerados “comuns”. Mas sem nunca perder a alcunha de “aberração”, apenas tornando-a mais apresentável e digestível.
(Não sou contra o homossexualismo e gostaria de deixar isso bem claro, voltando ao tópico do questionamento...)

Antes o punk representava a revolta dos jovens perante a sociedade autoritária e regrada dos burgueses regentes, já que no fim somos todos burgueses, mas hoje é vista como moda alternativa para adolescentes descontentes. Por fim, o caso dos homossexuais termina da mesma forma com que os punks terminam. Tornam-se apenas figuras estéticas e comercializáveis, basta ligar a TV em um programa humorístico, a presença de um homossexual não é rara. Ou veja os ídolos teen que uma certa tendencia andrógena e extremamente feliz com a sua própria existência.


A moral e o bom senso são fatores corriqueiros de um grupo social, não existem motivos para considerá-los errados ou atrasados. Atrasados são aqueles que usam da sua moral com o intuito de sobrepor-se à moral de outro. O ato de subjugar, humilhar, ridicularizar, excluir e depreciar um padrão de costumes de um grupo social é o ato mais atrasado e sórdido que um ser racional pode cometer. Os bons costumes, a moral, os padrões, são apenas formas efêmeras coerentes ao contexto histórico do povo analisado e nada alem disso, cada um possui sua própria moral e seu próprio bom senso, cada família, cada região, cada pais, cada estado. Entenda-os antes de exclui-los.

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Então, Nada?

- E no fim, nada.

Disse a imponente voz, descrente e supostamente onisciente, respaldada na mais orgulhosa das razões, perdida em seus conceitos erguidos em falha e frustração.

Pobre do dono desta voz, aprisionado as complexas razões, com olhos fechados para as próprias emoções, afastando com as mãos os seus mais próximos. Não existe razão capaz de explicar tudo,

O emissor não difere-se do receptor, assim ambos incapazes de autocompreender-se...

Assim caminhamos, sem respostas e sem compreensão, assim somos nós. Filhos perdidos, crianças desamparadas em busca de autoafirmação ausentes de compaixão e caridade, falsos e cruéis. Assim somos pois escolhemos nos desculpar com o argumento falho de sobrevivência, rogamos pragas na suposta selva de pedra, assustamo-nos ao ver nossas criações devorar nossos similares.

São criações cujo ego estufa-se ao primeiro toque, os dedos pobres apontam enquanto os lábios pútridos sorriem e debocham de um alvo despreparado. Enquanto os desesperados e temerosos escondem-se ao redor dessas aberrações, rindo de um igual e impondo-se a necessidade de ser diferente, simples seres aprisionados em suas personas, dançando entre intrigas e subornos.

Não consuma seu tempo na construção de um personagem apresentável, pois o pouco tempo que lhe é dado não é da vossa propriedade e a persona que construirá servirá apenas aos olhos daqueles que pouco se importam. Nós temos apenas um poder, a escolha. Não existe pergunta ou razão capaz de sobrepor-se à uma escolha, não existe nenhum ser capaz de controlar a escolha de um ser, a escolha é a forma perfeita e imutável de alguém. Manipulada apenas se assim for ordenada, dominada se assim for permitida, mas nunca inútil ou inexistente.

Faça das suas escolhas as razões da sua existência, por no fim, haverá de ter algo.

(Desculpe por qualquer erro de digitação, esse texto é apenas uma representação de uma inspiração corriqueira e sem revisão alguma.)