Já se fazem alguns longos meses dês de minha última postagem, da mesma forma, já se fazem alguns longos meses dês da última vez que escrevo algo, refiro-me a escrever sem objetivos específicos, como faculdade ou rpg. Escrever sempre foi meu passatempo favorito, provavelmente, prefiro escrever do que ler e não é raro indagar-me a cerca de tal preferência...
(Por fim, segue o texto de hoje)
As redes sociais são artefatos particularmente exóticos, permitem armazenar uma infinidade de contatos e pessoas que na verdade não são nada mais do que um aglomerado de “conhecidos” ou “antigos colegas de escola ou trabalho”. O que realmente me fez pensar a respeito desse fato, dos contatos, é que de alguma certa maneira, existe uma história por trás desse simples aglomerado de avatares no canto direito da tela. Histórias que talvez apenas uma parte desses contatos se recordem, ou que em grande parte, preferem simplesmente esquecer que já existiu algum tipo de relacionamento além da lista de amigos. Serei eu o único a passar alguns longos minutos encarando essas fotos e por consequência, recordando de alguns bons momentos ou histórias realmente incríveis com esses avatares?!
Não são poucas as ocasiões em que eu me vejo clicar em um desses, e esperar que o mesmo, por um milagre que seja, se comunicar comigo. Espero, seja por fraqueza ou falta de capacidade comunicativa para iniciar uma distante e estranha conversa, algo como “E aí, como tem passado?” ou “Como vai?!”, “Já faz tempo eim!”. Conversas que provavelmente terminaram em algum “meme” ou “símbolo facial” qualquer (daqueles famosos, "xD", "^^").
Pelo que percebo, essa lista de amigos, não passa de uma maneira de empilhar essas histórias e sentimentos. Uma espécie de “diário virtual” ou “estante de antigos conhecidos”, que em algumas ocasiões, são utilizados, mas que no fim, já não possuem mais uma grande funcionalidade ou importância para a sua vida... Assustador não?!
Contrariando o parágrafo anterior, eu ainda sinto falta e de alguma maneira, ainda guardo algo que poderia ser até chamado de sentimento, por grande parte desses “contatos”. Mas como saber se isso é reciproco? E com esse distanciamento geográfico ou até mesmo social, como reatar uma comunicação real, algo além dessas redes sociais? Do que adianta ficar dando alguns “curtir” ou “compartilhar”, se na realidade, até as saudações e os olhares são evitados e estranhos?!
Por fim... Quem sabe eu não acorde inspirado algum dia e saia falando com todos que ainda tenho vontade de falar? Talvez revelar aquelas coisas guardadas do período de ensino fundamental, ou perguntar apenas para alívio pessoal... É eu ainda me preocupo com grande parte desses contatos, apesar de preferir não demonstrar, ou em algumas vezes, demonstrar não me importar por reflexo, sabe, algo como “uma parede protetora”.
Fonte: The Wall - Pink Floyd - Traduções http://whiplash.net/materias/traducoes/004644-pinkfloyd.html#ixzz1ymI2iRNP
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