(Sim eu fiz dois textos na mesma madrugada e estou escrevendo outros, crise de criatividade? Quem sabe...)
É só um garoto andando pela cozinha da casa dos pais, uma caneca de café sendo segurada pelos dedos da mão direita e a mão esquerda se esgueirando pela lateral da geladeira em um tentativa de alcançar o interruptor, esse que por algum motivo até então desconhecido sempre habitou o canto escuro logo atras da geladeira. A mente do garoto não esta dentro da própria cabeça, algo normal para sua idade, garotas, dinheiro, faculdade, amigos, são tantas coisas... mas logo todos os pensamentos se unem em um desejo mortal de explodir um pequeno animal que fez o favor de “marcar seu território” no tal cantinho escuro do interruptor, sem perceber o garoto pisou nessa maldita marcação amarela e os pensamentos fluem...
-Eu deveria matar esse maldito cachorro, já tenho tantos problemas e esse resolve deixar isso logo aqui?! Mais que merda!
Esse é o pensamento de todos os mortais comuns, já que a culpa é realmente do cachorro e seus problemas são tão estressantes...
-Droga! Cara porque é sempre comigo? Joguei pedra na cruz ou algo do gênero? Tudo tem dado tão errado e só pra completar vou ter que limpar o chão e lavar meu pé...obrigado cachorro demonico.
Um digno pensamento dos tempos modernos, depressivos e comuns para todos os cidadãos que acumulam tarefas e empilham erros sobre os ombros.
-Putz...de novo? Pelo menos não deixei o café cair, aliás será que eu arrumo essa bagunça hoje ou amanha?! Difícil, não sei...
Indecisão, apática indecisão que consome e ofusca as ações e pensamentos de um pobre mortal, como controlar ou como evitar tal sensação com facilidade é algo que o garoto que pensou algo similar dificilmente saberá responder.
-Ouch! Deixa eu limpar isso antes que meus pais vejam, aproveito e pego mais café, tenho que pensar um pouco melhor sobre aquilo e um café ajuda.
O grande paradigma idealizado é resumido em: Como algo tão ínfimo, posto em conjunto com falsos e superficiais problemas pode resultar em um nervosismo ou desprezo tão intenso e completamente desnecessário. Todos empilham ao seu redor pilhas e pilhas de problemas, sábios são os que lidam com esses sem distinção, tolos são os que os rotulam e os mantem hermeticamente lacrados em uma carinhosa estante dos problemas incompreensíveis.
Não existe nada que não possa ser tocado ou resolvido, não existe nenhuma verdade completa e o conceito de verdade é tão falho quanto sua aplicação. Nada é sacro ao ponto de não exposto, não existem poréns ou porquês suficientes para evitar um argumento, absolutamente tudo esta aberto para mudanças e soluções, sem exceções e sem pudores. Assim devem ser seus argumentos em qualquer situação...
Como diria Benjamin Franklin "Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença." Muitas vezes usamos a omissão para fugirmos de situações problemas, ao invés de encarmos os fatos e tentar resolvê-los de frente...eu costumo dar nomes aos bois e vejo isso como ato de covardia, logo, os problemas nao foram feitos p/ serem intactos...é necessário manuseá-los, e por fim digeri-los.
Excelente texto Lucas...to cada vez mais orgulhosa de vc!!!