"The King of Fools"

Até onde pode chegar a tolice de um só ser? Acredito, após pouco viver e muito reclamar e apontar, que o limite da tolice de um ser encontra seu fim no começo da tolice do mais próximo.

Um exército de seres intelectuais cuja inteligência só foi capaz de deduzir e criar suposições com bases em um determinado cálculo, sendo a variável deste desprezível ou equivalente ao infinito. Acreditar nas grandes nebulosas, em átomos e em teorias de energias incalculáveis e matéria negativa é tão abstrato quanto acreditar em deuses marítimos ou celestes. A grande necessidade de um homem não esta nos astros, nos céus ou nas nuvens de poeira cósmica, esta em algo mais simples e singelo... A grande necessidade é posta por debaixo de um tapete de mentiras e futilidades, ego e sórdido desejo. Necessitamos uns dos outros, precisamos de um agradecimento, de um ato sincero de afeição, da reciprocidade da paixão, seja esta carnal ou de qualquer outra origem.

Nenhum ser vivo é o retrato de seu meio ou escravo de um sistema, nenhum ser é explicável por teorias em sua totalidade, nenhum homem enquadra-se em uma descrição por mais precisa que esta seja. Apenas movendo toda essa sujeira e falsas teorias do caminho e aceitando o quão natural e real é o hoje, aprender com o ontem e esperar pelo futuro não será algo tão complicado e confuso.

Por fim todos desejam ser vistos, todos desejam compartilhar e receber afeto, nada nos difere de qualquer outro mamífero além da tolice de um desejo maculado. Apontamos nossos dedos sujos para a face de sujeira de outro, sorrimos ao ver a dor de um irmão e cantamos vitória sobre o desespero de um desconhecido. Se Hobbes estivesse certo e o homem fosse realmente o lobo, o mundo sem dúvida alguma estaria em melhores condições.


1 comentários:

  1. João P. disse...:

    minha revolta é a mesma, ou seja lá o que for. sejamos bons, pelo menos. no mínimo, "melhores" do que nossos "irmãos".

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