(Texto politico, se você não gosta...LEIA ANIMAL!)
A nossa frente existe uma eleição de grande importância, porem é necessário diferenciar alguns pequenos detalhes. Tão pequenos que causam uma significante confusão na mente dos seres de postura similar, algo como “Eu odeio política” ou “São todos ladrões!”.
Política = arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).
Politicagem = política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes.
Esses foram os resultados encontrados no dicionário, mas infelizmente o dicionário não é o tradutor fiel do significado das palavras, alguns preferem utilizar a imagem refletida no espelho das câmeras. Declarar ódio a política é algo tão grave como declarar a própria burrice e descaso com a sua obrigação como cidadão, direito garantido a todos pela nossa, já em desuso, constituição.
É curioso como uma massa de jovens ditos “espertos e antenados” não consegue compreender um simples debate, ou nem ao menos se interessa pelo mesmo. É realmente mais fácil dedicar-se aos episódios de malhação, fazer o download em seu novo celular a música da moda, comprar um tênis caro ou reclamar sobre como seus pais não são bons com você.
A culpa da inversão dos significados entre politica e politicagem é inteiramente dos seres que não atuam nesses campos, ou seja, de nós, simples eleitores. Somos nós que não buscamos por esclarecimentos, somos nós que acreditamos exatamente nas estatísticas da “Data-folha”, ou por mais incrível que pareça, transformamos o ato de votar em uma competição...como assim?! Eu lhe explico.
Em várias ocasiões, eu escutei: “votarei no candidato mais bem cotado, afinal, não quero votar em um perdedor! Quero votar em quem vai ganhar!”... Oras, como assim?! Votar em quem vai ganhar? É realmente o pensamento mais ridículo que um ser, chamado por alguns de homem, pode possuir.
Cabe a nós uma postura digna, escolher não o candidato mais bem cotado ou o mais simpático, mais sim o mais hábil, com melhores propostas, que não use essas mesmas propostas milagrosas... Nosso voto deve seguir apenas a nossa sincera vontade, baseada em nossas crenças e prioridades, afinal eles estão ali, em suas cadeiras de couro importado para nos representar, não para representa-los.
São apenas esboços de pensamentos, resultantes de processos criativos ou reflexivos. Onde os sentimentos confundem-se à razão e as palavras tornam-se a melhor forma de expressão.
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bem elaborado! muito bom!