Um titulo pleonástico, uma questão difícil e um raciocínio impar. Este post é direcionado ao medo, não o medo comum referente ao pavor a certa criatura ou filme, mas é o medo de viver, receio de aceitar ou questionar, pensar ou sentir, ser ou contestar.
Ver a vida como algo efêmero não faz de mim um revolucionário, incontáveis foram os que refletiram sobre isso no passado e no presente. Entretanto o que me transforma em algo novo é a minha maneira de olhar essa existência rápida. Enquanto a grande maioria corre entre prateleiras para encontrar o melhor produto, o mais luxuoso carro, o melhor perfume, para então construir a aparência dos sonhos, com o intuito viver momentos prazerosos, onde será o centro das atenções. Eu busco amizades, diálogos construtivos, bons livros, excelentes canções, nego os padrões, contesto as afirmações e debocho do absoluto.
Mas nós, humanos nascemos em meio ao que os estudiosos consideram: “clã”, “tribo”, ou simplesmente família. É ela a responsável pela criação da nossa primeira visão de mundo e é essa magnifica estrutura que também mostra o quão destrutivo é o homem, são piadas racistas, imposições de caráter, exigências comportamentais, méritos ao nome familiar...
E assim, com o passar dos anos nós saímos da convivência exclusivamente familiar e nos deparamos com a sociedade. Carros frenéticos e poluentes, pessoas caminhando com seus fones de ouvido preocupadas apenas consigo, indigentes invisíveis aos olhos de todos, rios cinzas e enormes construções com nomes curiosos. O medo dessas novidades é natural, afinal quem nunca ouviu falar sobre a história do leão e o rolo de papel higiênico?! Onde o leão teme um simples rolo de papel, por desconhecer o artefato de incontestável importância e eficiência, o mesmo considerado por uma determinada industria de animações, o rei da selva... recua.
Conosco não é diferente, aquilo que não conhecemos é automaticamente bloqueado, assim nascem preconceitos. Assim nascem os limites pessoais, mas, faremos uma pausa agora... Não era o ser humano o ser mais evoluído da natureza? Não era essa criatura bípede o topo da cadeira alimentar? Não eramos nós que usávamos os animais como ferramentas para nosso bem, com a desculpa de superioridade? Como então como poderíamos ter uma reação, sentimento e comportamento comparado ao de um mero felino?!
Em resumo, o medo de abrir os olhos para o mundo, de aceitar novas ideias, de remodelar conceitos e de buscar o melhor, livrando-se assim de comodismo é apenas uma das inúmeras outras provas da natureza animal do homem. Somos animais, somos tecidos, somos células, somos moléculas... Porem pensamos, raciocinamos, destruímos, assassinamos e evoluímos... e como evoluímos não é mesmo?!
“Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás … mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.” - Charles Chaplin
São apenas esboços de pensamentos, resultantes de processos criativos ou reflexivos. Onde os sentimentos confundem-se à razão e as palavras tornam-se a melhor forma de expressão.
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